Ultrapassar a “barreira” de trabalho, objetivo das pessoas com síndrome de Down

Não é uma doença, nem sofre, nem se padece. As pessoas com síndrome de Down reivindicam suas capacidades, seus direitos e seu poder para obter tudo o que se propõem e exceder a ‘barreira’ de trabalho, no Dia Mundial dedicado a esta alteração genética

Pablo Pineda/EFE/Javier Etxezarreta

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Em Portugal existem 34.000 pessoas com síndrome de Down, das quais 2.500 são menores de seis anos, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Sofrem uma alteração genética, não uma doença, produzida pela presença de um cromossoma extra no par cromossômica 21.

Tonet

“Quando lhe dizem que seu filho tem síndrome de Down, a primeira coisa que você pensa é: ‘o que fiz eu para merecer isso?’. Choca muito e você se sente em colapso”.

São as palavras de Antonio Ramírez, pai de Tonet, um jovem de 27 anos, “com caráter”, que é a primeira pessoa com esta alteração genética em ter falado na ONU.

Um cara estimulado desde pequeno, com o máximo propósito de que chegasse o dia em que não dependiese de seus pais para viver.

A dia de hoje, divide um apartamento com três meninas e tem uma “novieta”, conta seu pai, entre risos.

Ficaram para trás os dias em que uma professora proibiu Tonet viajar para a Itália com o resto de seus colegas de escola.

Daí que seu pai abandere a filosofia de “não tenho nem barreiras, que isso já se ocupará da sociedade”.

Sofia

O mesmo é de opinião de Patricia Giral, mãe de Sofia, uma menina de sete anos com síndrome de Down, cuja perseverança e motivação destaca.

Giral defende que, no trabalho, as pessoas com síndrome de Down motivam muito mais ao resto dos funcionários, já que não se queixam por tarefas repetitivas ou de rotina.

“Eles sempre fazem felizes”, admite a mãe, testemunha de uma felicidade que contagia.

A pequena Sofia recorre a um centro de ensino personalizada, mas pode seguir o programa educativo normal. Além disso, como qualquer criança, vai para as aulas extra-classe, de inglês e de natação.

Ter a obediente Sofia não foi uma mudança radical para Patricia Giral, que lamenta o “errado” conceito que tem pessoas ao ignorar que o normal e que podem fazer a vida de crianças com síndrome de Down.

Paulo

O primeiro diploma europeu com síndrome de Down e vencedor de uma Concha de Prata, Pablo Pineda, sublinha que seus pais tenham gostado “muito” com ele e com todas as “belas experiências que viveram juntos.

Pineda apela para a sensibilização social, para derrubar o receio e a desconfiança para com pessoas “muito capazes”, como ele.

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