Trinta e sete teste de gravidez negativo e um final feliz

Maria, de 10 meses, é o final feliz de um processo que começou há dois anos e meio em uma clínica de reprodução assistida que Esther e sua namorada, Lola, se reuniram para ter um filho, convencidas de que seria “chegar e conseguir”, mas foram necessários 37 teste de gravidez falhadas

Foto: Clínica Ginefiv

Segunda-feira 10.09.2018

Segunda-feira 10.09.2018

Sexta-feira 07.09.2018

Sua história é mais uma que pega o livro “O grande sonho, ser pais”, que apresentou hoje a clínica Ginefiv e que reúne testemunhos de pessoas que foram pais, graças às técnicas de reprodução assistida.

“Eu tenho passado por todas” até o nascimento de Maria, explicou Ester López, que começou este processo, com 36 anos.

Dois inseminaciones, três fecundaciones in vitro (FIV), uma ovodonación com dois abortos… e finalmente, após dois anos e meio e depois de 37 provas negativas, o sonho tornou-se realidade graças à adoção de embriões.

Anos antes, seu parceiro, Lola Fernández, deu à luz a Davi, graças à inseminação artificial e depois de apenas três tentativas.

As duas faces da mesma moeda. “É uma corrida de fundo, mas em 90% dos casos, as mulheres conseguem engravidar”, explica o gerente de Ginefiv, Luis Português.

A Cada ano nascem em Espanha 16.000 crianças, graças às técnicas de reprodução assistida e cerca de 15 por cento dos casais em idade fértil têm problemas para conceber um filho de forma natural, um número que está em ascensão devido a que os casais cada vez esperam mais tempo para ser pais.

“Mesmo com 40 anos você se sinta fisicamente perfeita para ser mãe, os óvulos têm uma vida muito limitada”, lembra a coordenadora ginecológica desta clínica, Vitória Verdú, que adverte de que a idade é um fator determinante para conseguir uma gravidez.

Verdú aponta que a idade média das mulheres que frequentam as clínicas de reprodução assistida é de 38 anos, pelo que a doação de óvulos tornou-se a única opção para poder gerar um filho.

“Graças a doadores, uma de cada três pessoas que recorre a essas clínicas, pode tornar-se pai”, salienta Luis Português.

Trata-Se de um processo altruísta, anónimo e voluntário, durante o qual se realizam exames médicos e psicológicos, e em que, por exemplo, a taxa de rejeição de doadores de sêmen atinge a 85 por cento dos que vão à clínica.

“O momento de aceitar que precisa recorrer à doação de óvulos para ser mãe é muito difícil, mas quando te desgastas tanto nos tratamentos de fertilidade e você pensa em ter seu filho nos braços, nada disso importa”, reflete Ester.

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