Tratamento psicológico contra farmacológico em atenção primária

EFE/Pepa Diaz

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Além disso, aqueles que são atendidos pelo psicólogo se recuperam de seus sintomas, em média, quatro vezes mais do que aqueles tratados com psicofármacos.

Estes são os principais resultados preliminares do estudo PsicAP elaborado pela Fundação Espanhola para a promoção e o desenvolvimento científico e profissional da Psicologia (PSICOFUNDACIÓN) e que foi apresentado em um ato no Ministério da Saúde por Antonio Cano Vindel, principal investigador e professor catedrático de Psicologia.

No estudo participaram mais de duzentos médicos e psicólogos que tenham avaliado em 1.200 pacientes provenientes de 28 centros de saúde de dez comunidades autónomas.

Na Comunidade de Madrid, este ensaio clínico servirá de base para a implementação da figura do psicólogo no centro de saúde para fazer parte da equipe de atenção primária e foi feita como experiência piloto em 21 clínicas da capital. O programa será lançado este ano em colaboração com o Colégio Oficial de Psicólogos de Madrid, anunciou o diretor-geral de Coordenação da Saúde da comunidade autónoma, César Pascal.

A depressão e a ansiedade na consulta do médico de família

A ansiedade, a depressão e as somatizaciones representam 75% de todos os transtornos mentais e sua alta prevalência, afeta não apenas a qualidade de vida de muitas pessoas, mas também seu impacto na economia. 1 de cada 2 pacientes de atenção primária sofre de algum destes três doenças que costumam levar associada proporção de jovens física.

Os médicos de atenção primária “sofre uma demanda importante de pacientes”, destacou Antonio Cano, algo que os impede de alongar a consulta e poder aplicar as técnicas cognitivo-comportamentais ou simplesmente dar informação ao paciente com qualquer um destes transtornos mentais, pelo que se recorre a prescrever medicamentos.

De acordo com o último estudo publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2015, um total de 2.408.700 (5,2%) espanhóis sofreram depressão e 1.911.186 (4,1%) foram afetados pelos principais transtornos de ansiedade.

Portugal situa-se como o segundo país, depois de Portugal, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) com maior consumo de tranquilizantes. Assim, o consumo de benzodiazepínicos (ansiolíticos) continua aumentando a cada ano.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), na última Inquérito Europeu de Saúde, publicada em 2015, o 18,9% dos espanhóis com 15 ou mais anos havia consumido nas duas últimas semanas psicofármacos tipo de tranquilizante, relaxante ou sonífero; e 8,4% tinha tomado antidepressivos ou outros estimulantes.

O consumo é cerca de duas vezes mais em mulheres do que em homens, aumenta com a idade e diminui com o nível cultural.

Esta abordagem de problemas emocionais também provoca um grande impacto econômico ao chegar em Portugal, no ano de 2010, os 23.000 milhões de euros (2,2% do Produto Interno Bruto).

O que oferece um tratamento psicológico, na atenção primária?

Perante este panorama, o ensaio clínico PsicAP pretende-se analisar a eficácia da figura do psicólogo nas consultas de atenção primária e, para isso, compara dois grupos (um tratado com técnicas cognitivas-comportamentais em sessões de grupo e o outro com o tratamento habitual de atenção primária) para avaliar a depressão, a ansiedade e a somatizaciones.

O psicólogo de atenção primária ajudaria o paciente com um tratamento psicológico a base das estratégias de regulação emocional, “ensinar as pessoas a lidar com suas emoções”, com aplicações de técnicas cognitivas comportamentais e com um tratamento psicológico em grupo que vai a “favorecer a expressão e o apoio social”, à margem de qualquer uma sessão adicional individual de apoio, explicou o professor Antonio Cano.

Além disso, o paciente pode obter informações sobre técnicas de relaxamento ou treinar em casa com exercícios sobre mudanças comportamentais, entre outras ações.

“Quando o paciente adquire um papel ativo e acede à informação pode mudar a sua atitude entender qual é a chave do problema, como você pode mudar a sua atitude e que tarefas você pode colocar em prática para conseguir”, disse o psicólogo.

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