Tratamento precoce para a ruptura do peitoral maior

Esta lesão é incomum, mas não rara, e poucos cirurgiões são especialistas. É normalmente produzido pela prática de esportes de muita força ou contato físico, e ainda se relacionou com o uso de esteróides e anabolizantes

Foto cedida Comunicação do doutor Manuel Leis Vence

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A ruptura do peitoral maior é uma lesão que pode ocorrer com a prática de esportes como o futebol americano ou o fisiculturismo. Devido a que essas atividades não são muito populares em Portugal, poucos cirurgiões têm a experiência necessária para realizar com sucesso a intervenção.

O doutor Manuel Leis Vence, consultor em ortopedia e cirurgia ortopédica da Clínica CEMTRO de Madrid, é um dos poucos especialistas que trata a ruptura do peitoral maior em nosso país.

Causas

Existem duas causas que podem causar esta lesão:

  • Contração brusca do músculo peitoral, típico em posições de extensão e abdução, como ocorre, por exemplo, ao fazer supino
  • Bloqueio que ocorre em esportes onde o braço exerce uma rotação externa; um movimento de separação e abdução.

Diagnóstico

“Os pacientes notam um furo súbido, acompanhado de um estalo, e logo aparece um hematoma; uma esquimosis na pele de um efeito palpável sobre o peitoral. São mais frequentes as rupturas parciais que as rupturas totais. E afeta principalmente as fibras mais curtas do peitoral, que são as fibras que vão do esterno ao úmero”, explica o doutor.

Tratamento

Como na maioria das lesões, um tratamento rápido ajudá-lo a obter melhores resultados. Você pode optar pela via cirúrgica ou por uma operação mais conservadora. A diferença entre estas duas opções é dado no paciente, já que, dependendo do tratamento, pode perder mais ou menos força no músculo peitoral.

A operação é dura, por se tratar de um músculo muito potente. A cirurgia consiste em inserir o músculo peitoral rasgado no úmero, já que as áreas que normalmente se rompem são a união do músculo com o tendão ou na inserção do tendão com o músculo. “O que fazemos é uma pequena trincheira no úmero e reinsertamos o peitoral dentro do osso”, explica o doutor.

Recuperação

Uma vez realizado o tratamento, há que ser muito cuidadoso no pós-operatório, e acima de tudo, você tem que cuidar do músculo, enquanto cicatriza. Se você seguir todos os passos corretamente, o paciente pode começar a aumentar o peitoral, aos três meses de idade. Assim, no caso de um atleta de elite, “de cara a voltar à competição, estamos falando de cerca de 4-5 meses”.

Trata-Se de um diagnóstico e tratamento rápido e eficaz. A prática esportiva com a ruptura do peitoral maior, “não se pode exercer de modo nenhum”, e sise há, sobretudo no caso de profissionais em esportes de contato e força, o músculo pode perder muita energia, e na pior das atitudes, se não se opera a tempo, “o atleta pode até não voltar a competir”.

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