tratá-los sem necessidade de internação

O tratamento de miomas uterinos foi alimentado com uma nova técnica que reduz os rendimentos e melhorar a qualidade de vida das pacientes, que são submetidas a uma intervenção de menos de uma hora e com anestesia local

Nova técnica para o tratamento de miomas uterinos/ EFE/ Felipe Pontes

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Profissionais do Hospital Macarena de Sevilha tem impulsionado uma nova técnica no tratamento de miomas uterinos, com que foram tratadas 61 pacientes.

É a embolização ou introdução de partículas para obstruir os vasos que levam sangue para os miomas, através da artéria radial e não a femoral, descrita a partir de 1997.

A principal novidade é que a intervenção se realiza, agora, através da artéria radial, de menor calibre que a femoral, o que reduz as complicações nas mulheres tratadas e a estadia hospitalar, além de promover um maior grau de satisfação das pacientes desapropriadas.

Vantagens da técnica

Todas as pacientes desapropriadas até agora, com esta técnica inovadora receberam alta no dia seguinte, com exceção de uma, que, embora não se passaram nem complicações da intervenção permaneceu mais tempo internada porque era diabética.

Entre outras vantagens, há que se dizer que representa uma alternativa à cirurgia hospitalar, porque é menos agressiva (não há bisturi), evita a remoção do útero e é mais rápida, segundo explicou o diretor da Unidade de Terapia Endovascular do Hospital Universitário Virgem Macarena, Rafael Ruiz Salmerón.

“Está demonstrado que a agir através da artéria radial é muito mais seguro, anula o risco de complicações vasculares e traz mais conforto ao paciente, que recebe a alta mais precoce”, destacou.

Trata-Se de um processo “muito dolorosa”, em que se injetam cerca de partículas com uma pequena seringa que bloqueiam seletivamente os vasos sanguíneos que dão irrigação para os miomas, evitando obstruir os vasos uterinos normais, que são de menor calibre.

Vinte e quatro horas após a cirurgia, a paciente recebe alta, volte a consulta dos dois meses e recorre à revisão dos seis meses.

A técnica em dados

A nova técnica tem algumas limitações, pois não é recomendado em mulheres que querem engravidar, enquanto que entre as mulheres desapropriadas há 5 por cento que não tem melhorado de sua sintomatologia.

Este dado foi obtido a partir de um estudo sobre o grau de satisfação das mulheres desapropriadas realizadas pelos profissionais do centro hospitalar de sevilha.

De acordo com os resultados avaliados de parâmetros objetivos, houve um aumento do hematócrito ou percentagem de glóbulos vermelhos no sangue de 20 %, e se reduziram os dias de sangramento e o volume de miomas em 50%.

A conselheira de Saúde, Maria José Sánchez Rubio, sublinhou que esta técnica “menos agressivo”, está conseguindo “bons resultados, sem complicações” e mostra que “não por ser um paciente mais tempo internada é melhor atendida”, o que o levou a concluir que este tipo de técnicas são “o futuro”.

“Convivemos com dificuldades orçamentais e de pessoal, e no entanto estamos trabalhando na excelência, o complexo hospitalar de Sevilha continua a ser uma referência”, salientou o ministro, que garantiu que os profissionais receberão treinamento para poder alargar esta técnica ao resto da rede hospitalar pública andaluza.

Os miomas são tumores benignos muito frequentes -uma em cada três mulheres chegam a desenvolvê-lo a partir dos 35 anos-, mas, geralmente, não produzem nenhuma sintomatologia.

Embora eles são benignos produzem um excesso de sangramento, o que, por sua vez, costuma provocar anemia, que muitas vezes torna-se crónica, e às vezes se relacionam com a infertilidade.

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