Transtorno bipolar Como descobrir?

EFE

Artigos relacionados

Segunda-feira 10.10.2016

Sexta-feira 07.10.2016

Segunda-feira 03.10.2016

Segunda-feira 03.10.2016

Sexta-feira 18.11.2016

As pessoas que sofrem de transtorno bipolar passam de estar muito felizes e eufóricas, estar em fases tristes e deprimidas. A Organização Mundial da Saúde destaca que é uma das principais causas de deficiência, sendo mais prevalente que doenças como a aids ou a esclerose múltipla. Para tratar esta patologia, tem passado por “O Bisturi” o psiquiatra Jerónimo Saiz, chefe do serviço de psiquiatria do Hospital Ramón y Cajal e patrono da Fundação Espanhola de Psiquiatria e Saúde Mental.

Bipolaridade

O doutor Saiz aponta que, se uma pessoa sofre de um transtorno bipolar suas fases se podem prolongar o tempo:

  • A duração das fases: “É variável, a média seria de 4 a 6 meses, se não se recebe nenhum tratamento, algumas vezes, mesmo que se pode cronificar a sintomatologia e a depressão, por exemplo, pode-se prolongar”.
  • Habilidades na fase de mania: “São pessoas que saem da realidade e começam a viver em um mundo em que se sentem onipotentes, capazes de tudo, com grande genialidade e isso faz com que tenham muito muito comum e que estão muito ativos. Falam muito, são impertinentes, inadequados, têm impulsividade e cometem erros”.
  • A idade mais frequente: “A doença pode aparecer desde a infância, mas seu pico maior é a partir dos 15 até os 35 anos”.

As causas

  • O especialista aponta que esta doença tem um grande componente genético”. Os pacientes de transtorno bipolar mais típicos que têm até 50% de antecedentes”. O risco para um filho de um paciente com transtorno bipolar está “em torno de 25% quando um dos pais é afetado”.
  • Outros motivos são as circunstâncias ambientais: “Muitos fatores adversos, como o abuso de crianças, o consumo de drogas ou mesmo a desorganização da vida podem levar ao surgimento de um transtorno bipolar”.

O diagnóstico do transtorno bipolar

Do ponto de vista médico, há muitas dificuldades no diagnóstico e passam muitos anos, desde que aparecem os sintomas até que se dá com o diagnóstico exato.

“Infelizmente passa muito tempo, até 10 anos mais ou menos. Isso acontece porque, quando aparece apenas depressão, não é diagnosticado com transtorno bipolar, e algumas vezes a mania não é bem patente. É o que chamamos de hipomania, isso não é bem identificado por aquele que o sofre nem por seu meio-ambiente”, detalha Jerónimo Saiz.

Não existe nenhum marcador confiável (como os famosos test), nem qualquer exploração que permita “afirmar ou descartar que uma pessoa sofre de um transtorno específico”.

Os sinais em que os familiares têm que definir são:

  • Sinais do transtorno bipolarOscilaciones no estado de espírito, com períodos bastante permanentes (cerca de 2 ou 3 semanas)
  • Se você tem ações chocantes para o que é seu caráter normal
  • Se você está muito ativo, muito desembaraçado ou muito falante
  • Se, em seguida, tem momentos em que se sente muito infeliz, incapaz, pensa que tudo faz mal, sem ilusão ou esperança
  • Contrasta muito com um estado de estabilidade e de equilíbrio psíquico

Tratamento do transtorno bipolar

Trata-Se de duas maneiras diferente des, com a psicoterapia e farmacológico:

  • Psicoterapias abertas ao transtorno bipolar: “trata-Se, com a psicoeducación, educa o doente e seus familiares, sobre o que é a doença, o que requer cuidados e como se trata. Há técnicas de remediação cognitiva que tentam corrigir alguns distúrbios na percepção da função executiva, na adaptação e na memória que os doentes bipolares podem ter”, salienta Saiz.Os familiares são um pilar fundamental, são o máximo de apoio e devem conviver com a doença, além disso, servem de alerta, pois muitas vezes o doente não é consciente de que está mal, sobretudo nas fases de euforia.
  • Tratamento farmacológico: “Existem duas fases da doença, a primeira é tratar as fases de depressão e euforia quando está presente, e a outra é a de evitar a recaída. Os mais utilizados são os sais de lítio e alguns antiepilépticos. Dispomos também de antipsicóticos, úteis para algumas fases e para a estabilização”, informa o dr. Jerónimo Saiz.Assinala que, “infelizmente, é alto o número de pessoas que decidem deixá-lo” e que isso tem umas “consequências catastróficas porque o número de recaídas é muito elevado.

Lutar contra os estigmas

Existem inúmeros estigmas e de acordo com o doutor Saiz, istodificulta muito a reinserção e reabilitação dos doentes”. Temos o preconceito de acreditar que uma pessoa que tem um transtorno mental não é uma pessoa confiável, que é imprevisível e que pode ser violento e não é bem assim. “Isso faz com que quando temos que tomar uma decisão como, por exemplo, dar um trabalho, tenha um alto percentual de rejeição”, comenta o especialista.

“Teria que fazer mais campanhas, calcula-se que 1 em cada 3 pessoas no mundo sofre, sofreu ou sofrerá algum transtorno mental. Nós temos armas para combatê-lo e somos otimistas em relação à recuperação”, garante Saiz.

Desafios do futuro

O médico expõe três desafios futuros do transtorno bipolar:

  1. Aprender mais dos processos a partir dos quais se dão esses desequilíbrios emocionais. Conhecer as bases biológicas do transtorno e seu funcionamento cerebral.
  2. Ter melhores “armas” para o tratamento, mais específicas, eficazes e com menores efeitos colaterais.
  3. Obter mais sensibilização da sociedade, com um menor rejeição para estes doentes.

.-Efesalud

(1 votos, média: 5,00 out of 5)
Loading…

Leave a Reply