Transplante de pulmão: respirar é viver

Javier tinha 35 anos quando um enfisema pulmonar começou a dificultar a sua vida, impedindo-o de trabalhar, andar, e, até mesmo, falar, mas a solução para o seu problema a ele encontrou a poucos quilômetros de seu País Basco natal, em Santander, com o programa de transplante de pulmão do Hospital Asd (Cantabria)

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Este centro teve a sorte faz 18 anos que dois médicos, Javier Ortega (cirurgião torácico) e Felipe santa isabel (pneumologista), vissem possível converter Asd em um dos sete centros de Portugal a contar com um programa de transplante de pulmão.

Sua visão permitiu Xavier e a cerca de 400 pacientes mais continuar a respirar para viver.

Uma vida que segue de forma habitual, o médico e coordenador médico do programa de transplante de pulmão, José Manuel Cifrián, embora com ele, por trás desse trabalho, há outros cinco neumólogos, cinco cirurgiões, anestesistas, intensivistas, fisioterapeutas, enfermeiros, auxiliares e coordenadores de outros hospitais.

Porque um transplante pulmonar é, acima de tudo, um trabalho de equipe, de um grupo de profissionais de saúde (mais de 50) entregues e sem horários.

“Nesta última semana fizemos dois transplantes pulmonares, quinta-feira e sexta-feira. E a noite de sábado, nós temos brincos de outro, mas não foi possível levar a cabo porque o órgão doador não era certo”, explica Cifrián como resumo do que é o dia-a-dia dos membros do programa de transplante de pulmão.

90 por cento desse trabalho é para os doentes que chegam a este hospital de outras comunidades autónomas, sobretudo, nas Astúrias, País Basco, Espanha e Castela e Leão, de onde, após o transplante, controla o estado de saúde do paciente, mesmo que ele sempre retorne para sua revisão, a Cantábria, já que ali está “a família”, afirma, reiteradamente, Javier.

Transplante de pulmão, uma operação complicada

O transplante de pulmão é uma das intervenções de mudança de órgãos mais complicadas, especialmente, os problemas de sobrevivência do paciente, mas uma mulher operada cumpra em 2015 vinte anos com novos pulmões, o que lhe permite levar uma vida sem oxigênio e sem problemas.

“A medicina não há imortais, prolonga a vida”, recorda neste sentido Felipe Zurbano, responsável de que hoje o Hospital de Cantábria é um dos hospitais de referência em transplante de pulmão.

No último ano, mais de 500 pessoas foram classificadas para ser ou não candidatos a esta intervenção, que agora conta com uma lista de espera de cerca de seis meses, que sempre depende de doadores, por isso que, apesar da consciência que existe nas regiões do Norte (com uma média de 40 doadores por milhão de habitantes), os médicos de Cantabria insistem em pedir mais envolvimento.

Roberto Mons, coordenador dos cirurgiões torácicas que se encarregam dessas intervenções, observa que há “alternativas”, como a “asistolia controlada” (o transplante de um doador com uma parada cardíaca irreversível), mas reitera a necessidade da doação para que a lista de espera não vá engrosándose.

Porque também Mons lembra que a espera diminui a possibilidade de sobrevivência de um paciente que, chegado o momento, pode até renunciar ao transplante contra o risco que supõe a intervenção, e viver o que lhe resta com a família.

“A qualidade de vida é importante, mas o mais importante em um transplante é que vivas, porque os que não vivem têm uma qualidade de vida zero”, reconhece Felipe Zurbano, que lembra que, antes de um transplante é o paciente que sempre, em qualquer caso, decide.

.-Efesalud

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