Tomamos o dobro de sal do que precisamos

EFE/ase

Artigos relacionados

Quarta-feira 08.06.2016

Sexta-feira 03.06.2016

Terça-feira 03.05.2016

Terça-feira 26.04.2016

Sexta-feira 15.04.2016

Às voltas com o sal, o Abecedário da Nutrição aproveita a letra “S” para falar deste condimento, desejado e aclamadas de cada vez.

Anabel Aragão explica o papel do sal para o funcionamento do organismo: equilibra os líquidos do corpo e, se beneficia o funcionamento dos músculos e da atividade do sistema nervoso. Até aqui, bem-vindo a sal.

Qual é então o problema? Pois que, se abusamos dela prejudica o trabalho dos rins, afecta a tensão arterial e torna-se um fator de risco, muito sério, para as doenças cardíacas e avc, entre outras patologias. Até aqui, muito cuidado com o sal.

A OMS recomenda, para a população adulta, um consumo médio máximo de 5 gramas por dia, isto é, uma colher de café cheia; em caso de crianças de 7 a 10 anos, 4 gramas ao dia; e os menores de sete anos, 3 gramas.

Passamos o bonito

E qual é o consumo médio em Portugal? Pois nada mais e nada menos do que quase o dobro: em vez de 5 gramas, 9,7 gramas diários. Passamos de tão bonito.

“Não se trata de comer sem sal, mas de reduzir a sua presença”, destaca Fabiano, que explica: “O gosto pelo sal é adquirido desde muito pequenos, e precisamente por isso se pode educar. Se os pais evitam o consumo de alimentos salgados, as crianças interiorizarán para sempre”.

Anabel Aragão lembre-se que um em cada três adultos tem pressão alta, o que significa que as artérias perdem elasticidade e ganham rigidez; reduzir o consumo de sal é reduzir um enorme factor de risco cardiovascular.

No nosso consumo de sal, cerca de 20 por cento, o que representa que vimos quando cozinhamos, é o sal visível; mas o outro 80 por cento, é “invisível”, já que se encontra nos próprios alimentos, embora não lhes vamos dar sal. Desse 80 por cento, 8 por cento é sal de forma natural no alimento, e 72 por cento restante apresenta pratos preparados, produtos alimentares transformados, etc…

“Há que reduzir os dois tipos de sal: a visível e a invisível”, conclui Fabiano Aragão, que aconselha a olhar bem os rótulos nutricionais, como medida para evitar produtos muito salgados.

Algumas dicas para evitar o sal, sem que os alimentos percam sabor

A nossa nutricionista de “O Bisturi” tem claro que se pode reduzir a ingestão de sal sem grandes sufimientos

  1. Utilize óleos com especiarias para temperar pratos de sabores fortes
  2. Não deixe nunca o saleiro na mesa, o sal é para os cozinheiros e deve estar na cozinha
  3. Substitua o sal por outros temperos, como ervas aromáticas ou especiarias
  4. Lava a fundo, com água abundante, as conservas vegetais e legumes antes de sua preparação
  5. No caso de saladas, use o limão como tempero, já que lhe dá frescura e realça o seu sabor, de forma que o sal é quase dispensável
  6. Em alimentos grelhado ou cozido no vapor, confira o sal no final, depois do cozido
  7. Se você comer fora de casa, pede que se preparem os pratos com menos sal; e em molhos, que não se darem sal e a tragam à mesa para que o seu te sirvas o que parece

(Não Ratings Yet)
Loading…

Leave a Reply